tom jobim, musica na leve rotina
Ser leve

O que Tom Jobim não me ensinou

Dá série: Textos para distrair o coração e deixar o dia mais leve!

Tom Jobim me disse um dia que olhares falam mais do que palavras, mas muitas vezes essas “palavras” não são compreendidas (“ah se eu pudesse entender, o que dizem, seus olhos”). Ele também me falou muito sobre amor, de verão, de serra, de Maria Luiza, de falta, de dar.

Narrou beijos de suspirar, suspiros de amar, me fez imaginar a luz se apagar, a lua… Só  não me contou que a realidade da saudade é muito mais profunda e muitas vezes deliciosa, que gostar é muito mais complicado que partituras complexas de grandes gênios da música clássica.

O coração tem caminhos pelos quais suas músicas deviam ter contado, ou pelo menos sugerido (quem sabe está nas tais entrelinhas que eu não vi).

Tudo bem, ele avisou do choro que fala de amor mas não disse que  eu seria a pessoa que sente muito mais do que é. Que ama de forma única cada pessoa que conhece (não só no quesito macho, mas também amigos, família e afins), que sente saudade até de quem está perto. E de quem está longe então… Parece que o coração pula do peito só de pensar. Que tem visto, mesmo nos altos e baixos da vida uma beleza esplêndida, daquelas de outono ao entrar as águas de março, o samba que é bonito para xuxu…

Talvez, a tal valsa sentimental que ele escreveu nada mais seja que o compasso do meu coração, o pulsar dos sentimentos em minha mente, o piscar de olhos lento, ao sentir o cheiro de café e ver a tarde cair, só…

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Tom Jobim, ícone da minha vida, cantou meus dias até hoje e continuará eterno em suas canções não me contou que a vida traça rumos dos quais ninguém consegue explicar e te faz conhecer pessoas que mudarão sua vida para sempre e farão tudo fazer sentido… ou perder o tal sentido.

Ele também não me avisou que, no fundo, todos os meus devaneios são na verdade pequenas loucuras dessa mente que mente para mim mesma que ele, agora está pensando em mim onde quer que esteja. Lendo esse texto com um leve sorriso nos lábios e se perguntando quando nos veremos de novo. É Tom, uma coisa você me cantou, repetidas vezes e com muita razão: “Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho…”

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